Geoglossaceae - Eles estão de volta!

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Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Lebre em Sab 31 Dez 2011, 18:00

Os pequenos paus pretos (e de outras cores) que tanto gozo me deram ao observá-los em anos anteriores este ano estavam um pouco arredios. Por diversas vezes analisei os locais onde maior concentração deles tinha encontrado no passado e NADA. Finalmente, no 3º fim-de-semana de Dezembro, eles começaram a dar sinais de vitalidade em vários sítios. Para já apenas consegui observar espécies de dois géneros: Microglossum - representados pela espécie M. olivaceum - e Geoglossum - destes há aparentemente várias espécies. Para já do género Trichoglossum ainda não há sinais, mas pela experiência do ano anterior isso é natural.
Os três géneros acima citados constituem a família Geoglossaceae, cujos carpóforos têm uma morfologia claviforme formada por um pé ou estipe e uma cabeça, que encerra a parte fértil. Os do género Microglossum são mais coloridos – verde, amarelo, castanho, etc.- que os dos outros dois géneros que, em geral, são castanhos escuros (podendo apresentar algumas tonalidades de outras cores) a pretos.
Apresento de seguida algumas das espécies que já analisei, indicando como referências a página de Irene Ridge “Beginners Guide to Earth Tongues” e os tópicos anteriores sobre as espécies consideradas, nomeadamente “Microglossum olivaceum” e “Geoglossum cookeianum”.

Espécie 1: Microglossum olivaceum

Neste caso os “paus” são de uma cor que pode ser descrita como verde com tons azul-petróleo à mistura. São, em geral, de muito pequena dimensão (até 3 cm nos observados) e materializaram-se num dos locais mais profícuos do ano anterior, junto da base de arbustos da espécie Pittosporum undulatum, para já cerca de uma dezena deles.
Dimensões dos esporos esporos - valores médios para N=20:
Me = 14,5 x 4,8 µm ; Qe = 3,0.

Fotografias:




Microscopia

Espécie 2: Geoglossum cookeianum

Trata-se de uma das espécie mais abundantes deste género. É das que maiores dimensões alcançam - este ano a dimensão máxima que observei foi de cerca de 7 cm mas no passado já colhi espécimes com mais de 14 cm.
Dimensões dos esporos esporos - valores médios para N=41:
Me = 73,8 x 6.3 µm ; Qe = 11,7.

Fotografias:




Microscopia


Espécie 3: Geoglossum umbratile

Esta espécie não foi antes consagrada em tópico, embora eu pense já a ter observado. Grande parte das espécies deste género tem esporos com 7 septos e as dimensões destes são muito semelhantes e com grandes intervalos de variação. A grande diferença entre elas reside especialmente na coloração e forma das paráfises. No caso da espécie G. umbratile elas são muito curvadas no ápice, sendo a célula terminal por vezes bastante inflada e curvada, dando a aparência de um stick de hóquei, à semelhança de algumas das espécie do género Trichoglossum.

Dimensões dos esporos - valores médios para N=32:
Me = 71,0 x 6,1 µm ; Qe = 11,7.

Fotografias:




Microscopia


Última edição por Lebre em Dom 08 Jan 2012, 20:52, editado 1 vez(es) (Razão : Correcção de link)

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Zamanita em Ter 03 Jan 2012, 02:18

Muito bom Lebre! Fico "picado" para encontrar uns Geoglossaceae, limpar o pó do micro e aprender mais sobre esta família. Very Happy

Efectivamente as paráfises do G. umbratile parecem sticks de hóquei. Talvez o próprio epíteto específico faça alusão a umbrella, pela forma da pega do chapéu de chuva... scratch

Obrigado pela partilha
abraço

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  leitEEE em Qui 05 Jan 2012, 23:49

ainda hoje vi Geoglossum cookeianum num pequeno jardim, com relva, normalissimo.
Já no ano passado os vi por lá, depois de outras duas espécies. Estes, são sempre os últimos naquele jardim pelos vistos..

leitEEE
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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Lebre em Sex 06 Jan 2012, 00:05

Só agora me apercebi que não respondi ao Zamanita, a quem peço desculpa e envio um abraço. A resposta só pode ser uma: Toca a sacudir o pó do microscópio, seja para observar os Geoglossaceae seja para outros fungos. Para os Geoglossaceae é um instrumento fundamental; o que nos leva ao comentário do leitE que afirma ter visto Geoglossum cookeianum num jardim. Como sabe que se trata dessa espécie? Talvez não fosse má ideia começar por colocar aqui uma fotografia.
Saudações,
Lebre

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Loco Gato em Sab 07 Jan 2012, 10:37

Em que local foram achados?
Espectacular, já agora, então o primeiro tem uma cor... uau!

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Lebre em Sab 07 Jan 2012, 14:16

São todos frutos do Parque de Monsanto. Não acho conveniente dar uma localização mais específica, pelo menos a nível do fórum.

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Loco Gato em Dom 08 Jan 2012, 20:31

Lebre escreveu:São todos frutos do Parque de Monsanto.
É só o que queria saber, obrigado.

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Lebre em Dom 08 Jan 2012, 21:18

Finalmente apareceram também exemplares do género da família Geoglossaceae que faltava: Trichoglossum. Pertencem ao género Trichoglossum os Geoglossaceae cuja cabeça é munida de pêlos (setae é o termo anglo-saxónico usado para essa particularidade). Os exemplares que observei parecem pertencer todos à mesma espécie - T. hirsutum - a mais comum do género, e de que apresento um exemplar. Esta espécie já foi considerada num tópico com o seu nome no ano passado.

Espécie 3: Trichoglossum hirsutum

Esta espécie tem como características: Ascos com 8 esporos; paráfises cilíndricas e septadas cuja terminação é frequentemente em forma de stick de hóquei (semelhante ao já observado na espécie Geoglossum umbratile, mas com um ângulo mais fechado);
esporos maioritariamente com 15 septos. A preparação microscópica de que apresento imagens evidência todas estas características, mas não permite obter medidas rigorosas dos esporos.




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M. olivaceum - Identificação de arbusto

Mensagem  Lebre em Dom 15 Jan 2012, 13:28

Até agora só tinha observado exemplares da espécie Microglossum olivaceum em locais onde os tinha observado no ano anterior. Na última saída vi-os num sítio novo, perto de outros já conhecidos, onde floresciam por "tufos" cada um deles com muitos exemplares. Como já vem sendo hábito nas minha observações, desenvolviam-se junto à base de um arbusto. Penso que o "velhinho" arbusto em causa, que produz uma bagas que nesta altura estão pretas de maduras, pode ser um loureiro e mesmo da espécie Laurus nobilis. No entanto, algo nas folhas me parece diferente do habitual. Agradeço a quem possa confirmar ou infirmar esta identificação.
Os meus agradecimentos,
Lebre


Os magotes de exemplares na base do arbusto,


O arbusto e alguns dos seus detalhes.

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Lebre em Qua 18 Jan 2012, 23:52

De regresso ao local verifiquei que o arbusto em causa não é um Laurus nobilis. As folhas são mais leves e menos espessas do que naquela espécie. Além disso, provei o sabor da folha, que é ligeiramente amarga. Continuo interessado em identificá-lo e agradeço a quem me puder ajudar a fazê-lo.
Mas, o motivo principal da minha mensagem é para relatar que finalmente encontrei Geoglossum num habitat que é normalmente descrito para esta espécie: zona musgosa, coberta de feno, sem qualquer árvore ou arbusto por perto. Anexo um quadro de fotografias ilustrativas. Nela no canto superior direito está a tampa de uma caixa de manteiga para dar a ideia das dimensões, que são fora do comum: o exemplar maior media 13,5 cm de comprimento.


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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Sabino em Qui 16 Fev 2012, 14:25

Bravo Lebre, ya dominas el microscopio.... Very Happy

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Lebre em Qui 16 Fev 2012, 22:04

Olá Sabino,
Estou ainda muito longe das maravilhas que tu consegue fazer com ele (microscópio). De qualquer forma, obrigado, pois também sinto que evolui um pouco neste particular.
Um abraço,
Lebre

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Microglossum atropurpureum

Mensagem  Lebre em Sex 24 Fev 2012, 22:26

Para compor o ramalhete deste ano só faltava esta espécie, que já foi aqui abordada (ver tópico "Geoglossaceae").

Espécie 5: Microglossum atropurpureum

Trata-se do 3º ano consecutivo que a observo em Sintra, sempre no mesmo local, uma zona musgosa da mata constituída maioritariamente por sobreiros, embora integrados num pinhal. Na altura da 1ª observação deu-se-lhe a classificação Microglossum cf. purpurescens. No entanto, posteriormente o Sabino, que é quem tem analisado o material, por comparação com outras recolhas, chegou à conclusão de que provavelmente se trataria de Microglossum atropurpureum. Quer seja uma ou outra é uma espécie rara e que consta da "red list" de muitos países europeus, pelo que interessa protegê-la e preservá-la. Aqui vão alguns detalhes da observação deste ano, que inesperadamente para mim, devido à pouca chuva (e humidade, em geral) que tem havido e também à destruição parcial do habitat em redor, aconteceu. Trata-se de uma espécie que frutifica sempre tarde e nos anos anteriores observei-a primeiro em Março e depois em Janeiro. Os exemplares que recolhi já estavam velhos, pelo que provavelmente terão despontado em Janeiro.
Trata-se de uma espécie em que a forma geral é a dos outros Geoglossaceae, mas é muito diferente da outra espécie de Microglossum já antes considerada (M. olivaceum), por ter cor castanha com tons púrpura (em contraposição ao azul/verde petróleo de M. olivaceum) e a cabeça (parte fértil) ser como que a continuação natural do pé sem praticamente distinção entre as duas zonas (ao contrário da outra espécie, onde a separação é notória). Microscopicamenete também há diferenças assinaláveis, os esporos de M. atropurpureum são maiores e mais septados e as paráfises têm ápice globoso.





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GEOGLOSSACEAE eles estão de volta ... OUTRA VEZ!

Mensagem  Lebre em Qua 31 Dez 2014, 22:05

Bom ... Não são bem eles que estão de volta, desta vez são os seus NOMES.

Fui desenterrar este tópico de há alguns anos atrás para dar conta das novidades.
Alguns de vós certamente se lembram do meu espanto quando no início da minha actividade micológica encontrei uns "paus pretos" (designação que uso desde essa altura) de que não sabia nada e de que coloquei fotografias no fórum. O Pedro Claro e o Zamanita desde logo indicaram o caminho - Geoglossaceae (a família que agrupa entre outros os géneros Geoglossum e Trichoglossum), posteriormente secundados pelo Sabino, especialista neste tipo de fungos.
Passei então a dar mais atenção a este tipo de fungos e a procurar conhecer os seus habitat preferenciais, recolhendo sistematicamente amostras. Passei a enviar regularmente ao Sabino essas amostras e alguns dos resultados preliminares dessas colheitas foram também colocados aqui no fórum em vários tópicos.
É pois com grande orgulho que venho trazer ao vosso conhecimento o trabalho da autoria de Sabino Arauzo e Plácido Iglesias que foi publicado neste outono na revista Errotari e de que dou alguns detalhes no final desta mensagem. Da minha parte não podia deixar findar este ano sem dar conta desta novidade e felecitar os autores, na pessoa do nosso colega de fórum Sabino Arauzo, por este excelente e extenso trabalho e fazer votos para que a continuação não tarde, pois os próprios autores reconhecem que muito há ainda que fazer, nomeadamente no género Trichoglossum.
Boas entradas em 2015 para todos os membros do fórum,
Lebre

______
Referência:
Sabino Arauzo y Plácido Iglesias
La Familia Geoglossaceae ss. str. en la Península Ibérica y la Macarronesia
Errotari Nº11, 166 - 259, 2014.


Este trabalho de grande fôlego inclui:
- 1 género novo:
Hemileucoglossum Arauzo
- 5 espécies novas, 2 das quais com holótipos oriundos de Portugal:
Geoglossum brunneipes S. Arauzo, A. Lebre & M. Becerra,
Geoglossum geesterani S. Arauzo & A. Lebre,
Geoglossum chamaecyparinum S. Arauzo,
Geoglossum scabripes P. Iglesias & S. Arauzo,
Geoglossum variabilisporum S. Arauzo;
- 3 espécies que são descritas com um nome provisório:
Geoglossum pseudoumbratile nom. prov.,
Geoglossum subbarlae nom. prov.,
Geoglossum subumbratile nom. prov.;
- 5 espécies que foram encontradas pela 1ª vez na Península Ibérica:
Geoglossum a,
Geoglossum pygmaeum,
Geoglossum vleugelianum,
Hemileucoglossum littorale,
Leucoglossum leucosporum;
- Um número de espécies para as quais é feita uma nova combinação de nome;
- Um grande número de excelentes fotografias dos exemplares in loco;
- Um extenso conjunto de ilustrações dos esporos, ascos e paráfises.

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Loco Gato em Qui 01 Jan 2015, 10:31

Parabéns Lebre pelo significado de toda esta mensagem. Há muito fungo por aí que está por conhecer, e no caso de Portugal ainda mais, pois há pouco quem se dedique a investigar o que não é o cogumelo obviamente para ir para o prato.

O que eu mais desejo, é que vá havendo cada vez mais taxonomistas (no sentido verdadeiro do termo, isto é, que que não se ficam por identificar o que já se conhece) em Portugal, pois a nossa dependência endémica dos outros países não deve continuar.

Já agora, peço para que reveja o Geoglossum a, suspeito que se trate dum nome truncado.

Um grande bem haja, e que a Micologia (e este forum) continuem a progredir.

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Zamanita em Sex 09 Jan 2015, 17:38

Foi com grande entusiasmo que há dois dias passei aqui pelo Fórum e li esta mensagem.
Gostaria de enviar um grande abraço ao Lebre e uns grandes PARABÉNS, quer pelo seu trabalho de recolha e estudo de Geoglossaceae, quer pela dinamização do Fórum em alturas com menor participação (a par do Pedro Claro claro Smile ).
Queria felicitar também o Sabino pelo trabalho publicado na revista Errotari, que ainda não tive o prazer de ler mas que pretendo adquirir.

Obrigado Lebre pela divulgação do trabalho e um excelente 2015

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Lebre em Sex 09 Jan 2015, 19:31

Palavras de amigo, Zamanita.

Se te lembras, a este propósito, as tuas palavras foram proféticas. Mas o créditos, esses são devidos ao Sabino e ao seu co-autor pelo fantástico trabalho que agora publicaram.

Agora em tom de provocação e para te fazer inveja, envio uma pequena lista de espécies dos géneros mais exotéricos alguma vez criados, que tive a sorte de encontar por várias vezes no ano passado:
Alessioporus ichnusanus;
Exsudoporus permagnificus;
Imleria badia;
Pulchroboletus roseoalbidus.

Infelizmente não consegui ainda descortinar a espécie
Zamanitoide albotinctus,
mas espero que apareça em breve.

Um grande abraço para ti e votos de um excelente 2015,
Lebre

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  ZecTarius em Ter 24 Mar 2015, 22:40

É com grande orgulho que te felicito Lebre, por esta noticia brilhante. E muchas, muchas gracias aos colaboradores da terra das tapas que tornaram isto meio possível, Sabino e o seu colega.


Um Grande Abraço,

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Re: Geoglossaceae - Eles estão de volta!

Mensagem  Pedro Claro em Qua 25 Mar 2015, 10:24

Amigo Lebre,

Não sei como é que este tópico escapou à minha atenção! É um estudo e uma contribuição de grande valor para o conhecimento do mundo micológico neste pequeno (e não só em tamanho) rectângulo de terra e é uma grande honra para todos nós e para este fórum a existência de tópicos com este valor informativo.

Um bem-haja e um grande abraço de parabéns por este trabalho.

Obviamente, tudo isto é extensível ao trabalho que o Sabino e que o Plácido - que já conhecia de outras paragens, nomeadamente do saudoso e há muito extinto fórum Andoa - desenvolveram!

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